terça-feira, 13 de junho de 2017

O dia do coração azul


O dia de desejo me deixou duas horas e meia de molho no ponto de ônibus pra chegar em casa. 
Aproveitei esse tempo para pensar se os motéis fazem reservas nessas datas do ano ou se é "quem chega primeiro leva". Se bem que muita gente deve pegar o quarto no dia anterior e ficar trocentas horas sem deixar vagar no outro dia. Sei lá, talvez. O trânsito estava uma merda, acabei cansando de esperar e peguei um uber (que demorou 23 minutos para chegar, veja bem).
Uma amiga comprou uma langerie que veio, acidentalmente, com uma máscara presa na calcinha. A gente riu, ela disse que ia usar, o namorado desmarcou o dia porque queria assistir a um jogo na televisão. Tive pena dela. Definitivamente, se um homem um dia não quiser me ver de máscara eu vou entender, mas ficar como essa minha amiga, talvez não suporte.
Enquanto isso outra amiga passou mal da pressão baixa e deixou para comer uma pizza no lugar de sair para comemorar. Hm, uma pizza é uma pizza, será que vem chocolate?
Minha professora regente foi a única pessoa que teve coragem de me desejar feliz dia dos namorados, apesar de estar solteira. Acho que ela só queria saber se eu tinha um namorado porque acabou falando da própria vida também. 
Nessa hora da madrugada, a qual possíveis crianças estão sendo geradas por acidente, motéis faturando tudo que não ganham se somados todos os natais que já aconteceram até agora, juras mentirosas e algumas até verdadeiras, eu estou enrolando para escrever um trabalho e namorando gifs.
Stefan, Stefan, eu não suporto seu personagem, muito menos a sua série, mas essa carinha de safado me fez morder os lábios também.

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