sexta-feira, 21 de abril de 2017

Delicado

Apesar de haver mil coisas presentes para se preocupar, Ana se perdeu por um momento num devaneio de lembrança passada, daquele tipo que vem sem contexto, uma vez só e se não der atenção vai embora.
Havia um carro, uma estrada comprida que dava num túnel.Estava no banco da frente, cantando, olhando para a janela. De repente uma mão lhe toca a perna. Ele tirou a mão da marcha para ir de encontro a sua perna.
Sentiu o rosto esquentar, acariciou aquela mão. Foi rápido, sincero e verdadeiro. Corriqueiro demais para que as pessoas normais percebam, se importem, ou recordem.

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