sábado, 28 de janeiro de 2017

Previsão

Quando pergunto-me o que houve com as palavras, por quê me abandonaram, eu só ouço silêncio. Eu já não sei se foram elas que fugiram ou eu quem desafiou os limites da ausência e por minha conta afastei-me daquele mundo em que eu mais falava do que ouvia.
Tenho ouvidos premiados, dedos silenciosos, destinatários desconhecidos e muitas letras por escrever. Ouça-me! E se não houver o que falar, olhe-me. Eu gosto desse tipo de diálogo, do tipo em que eu não me sinto sozinha.
Os capítulos podem jamais voltar, os longos parágrafos também não, mas ainda serei lida.

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