terça-feira, 7 de junho de 2016

Transa à sós

Eu estava no sofá observando as minhas pernas dentro da calça legging e percebi que minhas carnes estão mais magras e com mais curvas. Levantei a blusa e me dei conta de que aqueles dedos de pele entre a blusa e o cós da calça - que deixavam meu umbigo a mostra - era muito sexy.
Um lado do casaco amarelo estava caído e o outro posicionado no lugar. Meus pés estavam nus e de repente todo movimento era suspeito. A iluminação era azul, do filme do Tim Maia, as músicas eram românticas, mas o pobre era extremamente obliterado por dentro.
Eu me via transando com meus princípios e isso começou quando eu não me importei, pela primeira vez, que a alça do meu sutiã estivesse numa zona visível, bem ali, preto, limpo, cheiroso, ao lado da manga de casaco caída. Eu podia ver meus olhos se abrindo e fechando entre as investidas, nossa, como aquilo era gostoso.
Os conceitos se esvaíam, as tranças se desfaziam, eu estava deitada sobre uma mesa de sinuca, completamente nua. O entrelaçar das pernas me fazia perceber o quanto as ideias eram relutantes.
"Oh, não, senhorita, desculpe." Essa era a resposta que eu dava ao deflorar-me.
A menininha se perdeu pelo caminho preto, pela alça de sutiã, pela vulgaridade - sem querer - de um ombro de fora. Ela não parecia triste em se entregar, pelo menos não para mim.
Não morra sem transar com seus princípios. Ainda que eles vençam, nunca se esquecerão da sensação do palpitar dos seios fartos de ternura e desejo de uma mulher inocente.

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