segunda-feira, 30 de maio de 2016

Quadro e cuspe

É o nome de uma técnica de ensino ultrapassada, muito antiga. Você tem um quadro, giz, sua garganta e conhecimento a passar do seu cérebro para outros milhares que mal podem se mover a sua frente.
Essa tem sido a minha técnica por aqui. Eu me sento, digito, corrijo e posto. Sem fotos, sem gifs, sem qualquer coisa que possa trazer, por acidente, estranhos a minha sala de aula particular.
Essa é uma aula entre mim e a vida. Esse é o meu diário e eu temo que mais indivíduos saibam dele. Então, se você é um estranho e chegou aqui por um acaso, por favor, vá com calma, eu não sei se quero saber que você esteve aqui, nada pessoal. Afinal, não sou assim tão mal educada, estou até me preocupando em deixar um recado para alguém que nem existe, olha só.

Alfonsina Storni

Tú me quieres alba, 
me quieres de espumas, 
me quieres de nácar. 
Que sea azucena 
Sobre todas, casta. 
De perfume tenue. 
Corola cerrada .

Ni un rayo de luna 
filtrado me haya. 
Ni una margarita 
se diga mi hermana. 
Tú me quieres nívea, 
tú me quieres blanca, 
tú me quieres alba. 

Tú que hubiste todas 
las copas a mano, 
de frutos y mieles 
los labios morados. 
Tú que en el banquete 
cubierto de pámpanos 
dejaste las carnes 
festejando a Baco. 
Tú que en los jardines 
negros del Engaño 
vestido de rojo 
corriste al Estrago. 

Tú que el esqueleto 
conservas intacto 
no sé todavía 
por cuáles milagros, 
me pretendes blanca 
(Dios te lo perdone), 
me pretendes casta 
(Dios te lo perdone), 
¡me pretendes alba! 

Huye hacia los bosques, 
vete a la montaña; 
límpiate la boca; 
vive en las cabañas; 
toca con las manos 
la tierra mojada; 
alimenta el cuerpo 
con raíz amarga; 
bebe de las rocas; 
duerme sobre escarcha; 
renueva tejidos 
con salitre y agua:
 
Habla con los pájaros 
y lévate al alba. 
Y cuando las carnes 
te sean tornadas, 
y cuando hayas puesto 
en ellas el alma 
que por las alcobas 
se quedó enredada, 
entonces, buen hombre, 
preténdeme blanca, 
preténdeme nívea, 
preténdeme casta.

Longevidade

Eu quero sentir meus dias passando como têm de passar. Quero ler livros pesados deitada na minha cama, perder horas fazendo as próprias unhas do pé, tricotando um cachecol, cozinhando um novo prato, bordando uma toalha de presente de aniversário.
Quero não ter o que fazer, inventar artesanatos, jogar cartas e dominó, aprender a andar de bicicleta e estudar. Ler os textos da faculdade na mesa da sala em silêncio, ouvindo o rádio da moça que limpa aqui em casa lá longe e logo depois viver aquela agitação do colégio com minha coleção de crianças. 
Deus, permita que eu ame em meu tempo, me dedique integralmente a mim, ao meu amor e ao próximo. Eu gostaria de pedir, nessa oração, que o senhor me permita viver vinte e quatro horas por dia e não "oito horas de trabalho", "oito de sono", "duas de descanso".
Amém =)

sábado, 28 de maio de 2016

Se você não sabe, quem vai saber?

Fica um pouco mais, porque quem sabe, QUEM SABE, dura para sempre. 

E eu que odeio musicais

Estou tornando cada dia uma música diferente. Umas vezes de superação, outras de amor próprio, de fossa, de dançar, de se libertar.
Com essa música eu expresso meu carinho e admiração e, mesmo que isso não seja politicamente correto, espero receber na mesma intensidade. 

Ain't No Mountain High Enough

Listen, baby

Ain't no mountain high
Ain't no valley low
Ain't no river wide enough, baby

If you need me, call me
No matter where you are
No matter how far (don't worry, baby)
Just call my name
I'll be there in a hurry
You don't have to worry

'Cause, baby, there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Remember the day
I set you free
I told you could always count on me, darling
From that day on
I made a vow
I'll be there when you want me
Some way, somehow

'Cause, baby, there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Oh, no, darling (no wind, no rain)

All winter's cold can't stop me, baby
Now, now, baby
(If you're ever in trouble
I'll be there on the double
Just sing for me)
Oh, baby

My love is alive
Way down in my heart
Although we are miles apart

If you ever need a helping hand
I'll be there on the double
Just as fast as I can
Don't you know that

There ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby

Don't you know that there
Ain't no mountain high enough
Ain't no valley low enough
Ain't no river wide enough
To keep me from getting to you, baby  


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Saudades Dança do Ventre


Ayer yo conocí un cielo sin sol
Y un hombre sin suelo
Un santo en prisión
Y una canción triste sin dueño

Ya he ya he ya la he
Y conocí tus ojos negros
Ya he ya he ya la he
Y ahora si que no
Puedo vivir sin ellos yo

(Estribillo)
Le pido al cielo solo un deseo

Que en tus ojos yo pueda vivir
He recorrido ya el mundo entero
Y una cosa te vengo a decir
Viajé de Bahrein hasta Beirut
Fue desde el norte hasta el polo sur
Y no encontré ojos así
Como los que tienes tú

Rabboussamai fikarrajaii
Fi ainaiha aralhayati
Ati ilaika min hatha lkaaouni
Arjouka labbi labbi nidai
Viajé de Bahrein hasta Beirut
Fue desde el norte hasta el polo sur
Y no encontré ojos así
Como los que tienes tu

Ayer yo vi pasar una mujer
Debajo de su camello
Un río de sal un barco
Abandonado en el desierto

Ya he ya he ya la he
Y vi pasar tus ojos negros
Ya he ya he ya la he
Y ahora si que no
Puedo vivir sin ellos yo

(Estribillo)

Rabboussamai fikarrajaii (x2)
Fi ainaiha aralhayati
Ati ilaika min hatha lkaaouni
Arjouka labbi labbi nidai
Viajé de Bahrein hasta Beirut
Fue desde el norte hasta el polo sur
Y no encontré ojos así
Como los que tienes tú

(Estribillo)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Cor de burro quando foge

Se me pedissem para definir a minha vida em cores eu diria que na infância tudo era cor-de-rosa, amarelo claro e azul. Depois de um pouco crescida (e nem tanto quanto eu imaginava que era) as cores foram ficando escuras, frias, era lilás, em seguida roxo e logo - não muito demorado - chegou o preto.
Do preto e tentei sair pro verde e azul. Eu estava crescendo, então tudo indicava que eu tinha que ficar bege. Bege com branco porque é clássico.
Mas eu sempre fui tagarela, simpática - apesar de ser tímida demais para usar vermelho. A minha idade queria o vermelho. Eu queria arder de qualquer maneira, em alegrias ou em sofrimento. Bastaria que ardesse.
Minhas últimas semanas tiveram mais do preto e branco do que eu queria que tivesse e quase nada do cor de rosa, tão, tão raro.
Não dá pra forçar uma cor. Não dá pra forçar um estado de espírito. E tudo agora está sépia, oscilando entre o novo e o antigo.  Eu já não tenho coração ou inocência para viver o arco íris, os meus sentimentos querem sentir uma cor de cada vez, calmamente.
Gostaria que o sépia de agora se transformasse numa foto de casal numa formatura. Assim quem visse poderia imaginar as cores que quisesse e só eu saberia que seus olhos são azuis céu e ao nosso redor, viveríamos o vermelho rosado mais delicado do mundo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

O que você me diria, Babbino?

O Mio Babbino Caro
"O mio babbino caro
Mi piace è bello, bello
Vo'andare in Porta Rossa
A comperar l'anello!
Sì, sì, ci voglio andare!
E se l'amassi indarno
Andrei sul Ponte Vecchio
Ma per buttarmi in Arno!
Mi struggo e mi tormento!
O Dio, vorrei morir!

Babbo, pietà, pietà!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Ya no

Ya no, llevaremos la venda, 
buscaremos respuestas, 
moriremos de amor... 
Ya no, por más que quiera verte, 
ya no puedo tenerte 
ya todo terminó... 

Ya todo rompe en mí se va y me mata, 
¿qué quieres? 

Ya no tengo fuerzas para resistir, 
ya no tengo palabras para rebatir, ya no... 
te alejas y me duele. 

Ya no habrá canción ni bailes de pasión, 
lo ojos que ahora miras no los veo yo, 
ya no seremos para siempre, eeeh. 

Los dos, cada uno por su cuenta, 
cada cual su pelea, 
un te quiero sin voz. 
Dolor, si no estuve contigo, 
si no supe decirlo, 
no me guardes rencor... 
Si todo intento ya es un disparate, qué quieres 

Ya no tengo fuerzas para resistir, 
ya no tengo palabras para rebatir, ya no... 
te alejas y me duele. 

Ya no habrá canción ni bailes de pasión, 
lo ojos que ahora miras no los veo yo, 
ya no seremos para siempre, eeeh. 

Acuérdate cuando dijimos 
yo no voy a serlo, 
sobre la mesa el mar, los besos y esta lucha de poder. 
Si quieres yo me presto a ser el pistolero 
que mate los reproches 
también el veneno... ya no... 
Tu descaro en la cama, 
con el pasillo en llamas, 
derramando la vida, 
borracho de risa y deseo, ya no... 
cubrirás mis espaldas 
en tus nervios mi calma. 
Besaré tus heridas cuando estés dolida del mundo. 

Ya no, ya no, ya no, 
ya no me mires que sabes que puedo caer. 
Ya no habrá canción ni bailes de pasión, 
lo ojos que ahora miras no los veo yo, 
ya no seremos para siempre

Nada de entorpecentes

Em tempos de crise os tratamentos psicológicos recebem mais atenção, reconhecimento. As pessoas lembram que a arte cura (e quando não cura de imediato deixa febril até que a infecção se vá). Viva a tinta, viva o papel, viva a poesia do pessimismo, do desabafo, regressão ou auto-ajuda. Dois vivas ao homem em crise, produtor de significado.

domingo, 22 de maio de 2016

Conversa entre estudantes

- Ok, agora eu fiquei na bad.
- Não precisa ficar na bad. A Célia, depois da história do Dom Casmurro disse assim "As pessoas não podem ter medo de sofrer". E, cara, eu não sei sofrer. Eu me descabelo, quero que se resolva logo, fico extremamente estressada e ansiosa.
- Eu também sou assim, não gosto de esperar.
- E se não se resolve logo eu ligo o "foda-se moderado" pra depois pensar se o que fiz foi certo. Trabalho da Letícia? Puta que pariu. Eu nem comecei.
- Bem vinda ao mundo real. Esse é o foda, a gente quer ligar o foda-se, mas é muito complicado.
- Essa merda não pode ser o mundo real, não é possível. 
- Quando é o futuro batendo na nossa porta.
- Que futuro, cara? O bagulho nem existe. É incerto. - Não existe, mas ele está aí em algum lugar. - Eu to me fodendo muito na única oportunidade palpável de realidade por causa de uma coisa que está em algum lugar? Eu não to falando do trabalho da Letícia em si. 
- No canto mais obscuro da sua mente te dizendo que se você não fizer alguma coisa agora não vai conseguir chegar nele. 
- To falando dessa cobrança toda na minha cabeça. Quando eu tinha 14 anos eu não ficava pensando no quanto eu queria entrar pra faculdade. Eu queria ler o meu mangá, terminar o anime e passar de ano. Ponto. Eu não sei se é normal ficar hoje, HOJE, pensando calculadamente em cada segundo de 2017. Isso não está certo.
- Não está nada certo e eu não sei para onde estou indo. Sei lá. 
- Para o que você está fazendo e pergunta o que você quer pra sua vida. Para. E descobre.
- No momento? Eu quero ajuda.
- Depois que você descobrir, você vive um dia de cada vez dedicando-se o que você puder pra isso.
- Um psicólogo.

Apesar das filosofias e comparações infantis, dar conselhos parece um pouco mais fácil que vivê-los. Quando eu estiver na bad, vou tentar sempre tirar uma parte de mim para me dar conselhos. Como se eu fosse um amigo. Ou uma pessoa estranha que eu desejo a felicidade.
O futuro me dá muito medo, suga muito de mim, me cobra demais, tem feito a vida em função dele. Eu quero paz agora. Agora. Eu quero fazer com que tudo saia bem agora. Agora.

Frases soltas que ouvi por aí

"Mas na verdade você é uma fachada"

A triste geração que virou escrava da própria carreira

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Para o meu amor

Seu sorriso é tão resplandecente
Que deixou meu coração alegre
Me dê a mão
Para fugir dessa terrível escuridão

Desde o dia em que te reencontrei
Me lembrei daquele lindo lugar
Que na minha infância era
Especial para mim

Quero saber
Se comigo você quer vir dançar
Se me der a mão eu te levarei
Por um caminho cheio de sombras e de luz

Você pode até não perceber
Mas o meu coração se amarrou em você
Que precisa de alguém
Pra te mostrar o amor que o mundo te da

Meu alegre coração palpita
Por um universo de esperança
Me dê a mão
A magia nos espera

Vou te amar por toda a minha vida
Vem comigo por este caminho
Me dê a mão
Pra fugir desta terrível escuridão

domingo, 15 de maio de 2016

Daquelas mensagens para a posteridade

Querido neto (a),

Quando a vovó te contar "Quando eu tinha 20 anos e trabalhava numa editora muito famosa que nos deixou ricos (eu realmente espero falar essa parte da riqueza, mas também se não tiver a parte da riqueza, foda-se porque eu terei um neto (a)), a vovó fazia todo trabalho em casa. Conectava o computador do vovô na TV e metia bronca. Em casa mesmo" não desvalorize o trabalho da vó, nem pense que era moleza, fácil ou menos dolorido que ir para a bendita da editora porque não é, tá?
Quem está falando agora é a sua futura avó, 40 anos antes de você ou da sua mãe ou pai nascerem. Eu ainda tenho os peitos no lugar (e que peitos, uma pena que você não vai vê-los assim TÃO espetaculares), cabelo preto na cabeça e a minha dor de coluna está começando agora. AGORA.
Se o seu nome não for em homenagem a um grego fodão ou a um cavaleiro do zodíaco foi porque a sua mãe ou pai não deixou. Eu JURO que vou tentar te dar um nome maneiro.
Enfim, vovó te ama <3

P.s. Símbolo de menor (<) somado ao número 3 é um símbolo de afeto (vire a cabeça de lado em 45º, verá - com um pouco de esforço e boa vontade - um coraçãozinho)

sábado, 14 de maio de 2016

Sexta feira 13

Vamos às coisas assustadoras:

  • Apagar as luzes de casa e não conseguir se concentrar em abrir a porta
  • O toque que vem de fábrica dos aparelhos da Motorola 
  • Ir ao banheiro no meio da madrugada (O que tb vale pra pegar água)
  • A salinha onde você tira o sangue
  • Sorrisos apodrecidos
  • Olhos revirados
  • Ler o livro "A Cabana"
  • Escrever essas porras tb está me dando medo e o pior, sede.

Perfil

É... Nos últimos dias eu percebi que, apesar dos pesares, ainda sou aquela mocinha que anda de braço com o livro, chora o personagem e quer um tempo para bordar.
Eu só me pergunto se o castigo de não poder ler, chorar e bordar é mesmo pela inocência que ao longo do tempo acendeu e apagou. Se o mundo é simétrico e Aristóteles estava certo em seus pensamentos, eu não posso ser mais do mesmo e menos do que o necessário.
Há controvérsias.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Moinhos de vento


Aquele que de tanto pensar e imaginar ficou louco, saiu em busca de aventuras, morreu e foi imortalizado. Eu já não sei se louco foi ele ou a morte de tê-lo levado para um lugar ainda mais interessante.

Merda

Dinheiro, trabalho, salário, contas, prazos, vencimentos, cobrança, aumento. Aparências, marcas, status, roupa, sapato, cabelo, bolsa, celular. Carreira, notas, vestibular, provas, faculdade, trabalhos, exercícios, seminários, monografia, mestrado, doutorado, pós graduação, pós doutorado, diploma, inglês, espanhol, currículo, contrato. Indicação, fofoca... Não, espera, parece que há uma pausa, mas o que é isso?

"Eu fico perguntando até aonde eu posso chegar
Os desafios que no caminho eu irei encontrar
Pra enfrentar a vida, nunca pensei que fosse assim
Mas não importa não há barreiras vou até o fim
Plano misterioso...

Agarro o sonho e vou, eu vou procurar
Sigo enfrente ao meu destino, não importa o lugar
Coragem eu terei e nada pode me deter, eu vou
Sem medo de nada
E eu enfrentarei, e derrotarei
Todo aquele que for mal, não descansarei

Coragem eu terei, e nada pode deter, eu vou
Sem medo de nada
E eu enfrentarei."

"Vou abrir os meus olhos e ver
Que tenho que enfrentar
Vou seguir meu caminho e lutar
O tempo é de viver"

"Quero mudar o mundo
Cruzar os céus e nada temer
Séculos passam num segundo
No brilho de um sorriso
Tem a força que me guia
É o paraíso"

Crescer, responsabilidades, amadurecimento, cobranças, contas, trabalho, formação acadêmica... Dinheiro, trabalho, salário, contas, prazos, vencimentos, cobrança, aumento. Aparências, marcas, status, roupa, sapato, cabelo, bolsa, celular. Carreira, notas, vestibular, provas, faculdade, trabalhos, exercícios, seminários, monografia, mestrado, doutorado, pós graduação, pós doutorado, diploma, inglês, espanhol, currículo, contrato... Eu acho melhor que a luta pela sobrevivência acabe e a gente comece a viver de uma vez.
     

Plim

É num momento breve como este, sem preocupação, data e hora que, a partir de um suspiro sem querer,  concebida uma obra de arte.
A criança nasce do sexo, a flor do sexo, o fruto do sexo e também a poesia. Ora, deixa de graça, as melhores coisas surgem de terceiros momentos despretensiosos.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sexo religioso

Eu já tinha ouvido falar, mas me chamou tanta atenção agora que resolvi pesquisar. Você sabia que o momento de relação sexual é considerado uma possibilidade de transcendência em algumas religiões? E que essas religiões incentivam o sexo como prática religiosa?
Esse tipo de informação deve ser lida com muito cuidado e sem malícia. Não funciona se você sair fazendo com várias pessoas ao mesmo tempo sem sentimento. Não é desse tipo de sexo que estamos falando.

"O Kama Sutra é um texto indiano, escrito por Vatsyayana Kamasutram, no início do século IV, que descreve o comportamento sexual humano. Seu conteúdo, voltado para a nobreza, é repleto de ensinamentos que visam elevar o espírito do homem em sua trajetória religiosa, além de conduzi-lo ao prazer através de posições eróticas.
Segundo a história, Kama representa o amor e o prazer, sendo uma das bases da religião hindu, enquanto que Sutra é um termo técnico que representa guia ou manual, transformando então Kama Sutra em ‘Manual do Amor’." 

Viu só que interessante?

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fecha os olhos


Manuela


Uma voz no vento

Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção
Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti
Uma voz no vento
Uma voz me chama
Brisa de amor, doce coração
Uma voz no tempo
Carinho na alma
E as lágrimas fogem de ti

Se quem chegou, partiu
Se quem virá, já foi
Só pra quem fica os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma afetam
Se os anos pesam demais no coração

Uma voz no vento
Chama azul do dia...

E as lágrimas fogem de ti
E lágrimas fogem de mim
E um rio se forma de nós.

Mais uma música de "A casa das Sete Mulheres" sim porque eu to morrendo de saudade

Sete Vidas
Adriana Mezzadri
 

Sete estrelas presas no giro
Da roda do céu
Sete flores dançam no pampa
No sul do Brasil
Sete mãos de fadas destrançam
Intrincados nós
Sete cruzes
Sete rosários
Velando por nós

Se a vida é uma longa espera
Então ensina-me a te esperar
Se a vida é breve primavera
Deixe-nos dela beber e já...

Sete rosas rubras de fogo
Amor e paixão
Sete velas luzem por nós
Na escuridão
Sete vidas tecendo tempo
De quem anda só
Sete cartas
Sete destinos
Se fundem num só

Sete rosas rubras de fogo (sete rosas rubras de fogo)
Amor e paixão
Sete velas luzem por nós (sete velas luzem por nós)
Na escuridão
Sete vidas tecendo tempo (sete vidas tecendo tempo)
De quem anda só
Sete cartas (sete cartas)
Sete destinos (sete destinos)
Se fundem num só

Vida...
Longa espera...
Breve Primavera...

Sete vidas tecendo o tempo
Amor e paixão...

Do amor e da guerra

Fogo, luz dos canhões, dos trovões
Luz do sangue,do rubro céu

Fogo, luz das paixões, dos rios de vulcões
Que desagüam no coração

Sigo os passos do herói sobre a Terra
Sigo os passos do homem bom
O teu rastro é bandeira de guerra
Minha casa, minha lei, minha fé

Teu amor me arrasta perdida
Nave solta no imenso mar
Peleando batalhas e vidas
Nascidas pra te encontrar

Fogo,luz que incendeia os corações
De guerreiros e amantes vem

Fogo, luz das estrelas distantes
Dessa terra de homens vem

Link: http://www.vagalume.com.br/marcus-viana/do-amor-e-da-guerracancao-de-anita.html#ixzz47jR045SQ

Da infância


Anita e Garibaldi se tornaram meu casal referência quando eu tinha apenas oito anos. Ainda fico arrepiada quando ouço a música deles, parece que a magia continua!

Armada até os dentes

Cavalo Baio
Sagrado Coração da Terra e Marcus Viana

Eu vou no passo do cavalo baio
entre bandeiras, sabres e farrapos
eu vou no passo do tambor que chama
no passo de quem não sabe se volta
eu vou no passo de quem vai pra guerra
por liberdade, honra, e terra

Eu vou no passo do cavalo baio
espora de prata e estrela na testa
no passo impaciente de quem espera
a lua nova no fio da espada
no passo de quem arrancou da alma
a flor do amor e deixou pra trás
a flor do amor ficou pra trás

O que é um homem sem uma mulher?
um céu sem estrelas, cometas e raios
centauro de cascos quebrados 
perdido num pampa sem fim
um rei em farrapos, sem pátria, querência, e bandeira

Eu vou no passo do cavalo baio
entre bandeiras, sabres e farrapos
eu vou no passo do tambor que chama
no passo de quem não sabe se volta
eu vou no passo de quem vai pra guerra
por liberdade, honra, e terra

Eu vou no passo do cavalo baio
espora de prata e estrela na testa
no passo impaciente de quem espera
a lua nova no fio da espada
no passo de quem arrancou da alma
a flor do amor e deixou pra trás
a flor do amor ficou pra trás

O que é um homem sem uma mulher?
um céu sem estrelas, cometas e raios
centauro de cascos quebrados 
perdido num pampa sem fim
um rei em farrapos, sem pátria, querência, e bandeira