quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A minha saudade

Eu não consigo me lembrar exatamente há quanto tempo lembrei de você pela última vez, mas não deve ter mais que quatro meses. Para os anos que correram desde a última vez que a vi na rua ou aqueles que foram soterrados desde a última vez que nos falamos, ou que eu senti vontade de gritar ou só matar você.
Querida, eu já não me pergunto porque ainda lembro de você. É um fato: Sua serventia ao aparecer na minha vida foi se tornar uma lembrança.
Você é uma dessas coisas que ficam melhor no plano da memória porque, a pesar de tudo, minha mente a transformou em algo amável, o que você sabe - mais que eu - que não é possível, nem se você tivesse outro nome, outro endereço, outro corpo, outra cara.

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