domingo, 27 de dezembro de 2015

Could I have this kiss forever?






Habla - Manuel Carrasco


Habla
no te quedes sin voz
puedes tener la solución
te lo digo a ti, mi voz callada
y quieras dormir puedes gritar
Dentro estallo el corazón
o Fuera no se entera ni Diós
Sentimientos que se van quedando en el silencio derrotados

Yo quiero sentir el alma en mi voz
Decir lo que al viento le conté si en mí se quedó
Sentir que mi sangre rompe los silencios
Cuando son las dudas, las heridas
que no cierra los miedos por dentro

Tengo tantas cosas que dar
el tiempo nunca espera, se va
Para ti de mí con la tristeza acostumbrada de otros tiempos
por que crees sufrir, puedes gritar

Yo quiero sentir el alma en mi voz
Decir lo que al viento le conté si en mí se quedó
Sentir que mi sangre rompe los silencios
Cuando son las dudas, las heridas
que no cierra los miedos por dentro

Por que esperar sin más venir sin afrontar
barriendo escondiendo todo el mal
bajo los suspiros sin sanar

Yo quiero sentir el alma en mi voz
Decir lo que al viento le conté si en mí se quedó
Sentir que mi sangre rompe los silencios
Cuando son las dudas, las heridas
que no cierra los miedos por dentro

Habla, no te quedes sin voz

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Esse biquinho



Porque eu ainda sinto seu cheiro, sua língua, sua mordida, seu jeito encantador de falar besteirinhas no meu ouvido.
Parece que eu consigo desenhar a lápis, tinta ou óleo o brilho dos seus olhos quando eu parava subitamente de te beijar para sorrir.
Parece que os calafrios ainda me sobem pela espinha ao sentir seus dedos nos meandros dos meus cabelos.
Parece que o seu corpo está suspirando nas minhas mãos, ah, meu querido eu queria que as coisas parecessem menos e fossem mais.

Para lembrar de mim

Músicas funcionam como ponte para memórias. Um determinado acontecimento, uma etapa da vida, uma pessoa. Parei e pensei: "Que música eu ouviria e lembraria de mim? Não é só uma questão de gostar do ritmo. É se identificar, sentir uma vibração maluca..."

Algumas músicas me vieram a mente. A vibração está nelas, eu sinto vontade de dançar, de cantar e elas tem o poder de representar a minha humilde figura u.u kkkkkkkk' Fui parar pra ler as letras. São músicas de amor... Mas como diria meu amigo Pessoa, "Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão ama. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

1. Fading like a flower - Roxette
"Música da libertação" era assim que eu a chamava ano passado.


2. Here I am - Peggy
É a música que independente do tempo que passou desde que a ouvi pela primeira vez, e de onde veio, vou querer cantar em voz alta.


3. Esqueci qual era a terceira ;-;


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Reflexos da ira

Deus, é quando o ar falta e o ciúme me abraça que eu mais sinto medo.
Deus, é quando eu quero falar, mas engulo as palavras para que ele não me veja tão louca assim. Deus, é quando ouço uma música agitada e visualizo meus punhos acabando com todos os membros dela... E ela nem tem uma figura formada.
Deus, é quando penso nos corpos se entrelaçando, nas carícias que ele tem para mim em outra pessoa que eu me forço a abrir o olhos.
Deus, é quando fico cega que vejo o quão ruim posso ser.
Não é por amor. Foi porque a força foi derrotada.



Ciúme. Você está fazendo isso da maneira errada.

Farol

Eu poderia estar em qualquer lugar do mundo.
Ainda assim conseguiria sentir sua presença.
Poderia estar em qualquer lugar do mundo.
Assim conseguiria sentir sua presença.
Estar em qualquer lugar do mundo.
Conseguiria sentir sua presença.
Em qualquer lugar do mundo.
Sentir sua presença.


domingo, 20 de dezembro de 2015

Hamburguer caseiro

Receita da Cibele

2kg de carne moída
1/2 pacote de cebolinha desidratada
1 pacote de cebola
1 pacote de alho e salsa
1 pacote de salsa
Grill
2 colheres de sopa de alho pronto (aquele picadinho)
1 colher de chá rasa de pimenta do reino
1 pacote de 3g de orégano
2 pães franceses

Mistura-se os temperos à carne e depois acrescenta-se o pão molhado e ESMIGALHADO.
Então você modela e frita. Pronto. Acabou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Aninha

Tinha algo em sua respiração que fazia com que a minha parecesse descompassada. Algo no intervalo do piscar dos olhos que a transportava entre um e outro para um pequeno sonho. E quando começava a cantar uma cantiga para o horizonte, o céu ficava com vergonha do amor que sentia por ela e se alaranjava.
Conseguia ser o profundo perfume do campo de lavanda e o suspiro rendido dos apaixonados. Ana é mais perfeita fonte de inspiração para aquele que não acredita na pureza da vida.
Ana é figura feminina que vive no meu imaginário. Simples, inteligente e bela. 

Licença poética

Vai tomar no cu. Licença poética é um nome bonito para liberdade. Eu quero acordar e dormir para viver trilhas sonoras, recitar poemas e cantar os meus encantos, as minhas dores, os meus dramas, meu ciúme.
Vamos lá, palavras, me ajudem. Me deixem ser poeta pra viver mais hoje do que esse tantinho de ontem.

Água

Minha metamorfose vai começar a qualquer momento. Vou fazer parte de você novamente. No chuveiro, na banheira, na piscina, na praia, no meio da rua quando a chuva cair.
Eu vou olhar pra cima e fechar os olhos. 
Quero me unir a você, água. Quero me molhar mais vezes, mergulhar mais vezes. 
Oitenta por cento do meu corpo pede por isso. Se eu fosse boa das matemáticas mentais seria 98% água, 1% sanidade e 1% loucura. 


Hold Close













Máquina do tempo

Ela estava sentada de costas para porta, inclinada sobre um grosso caderno, na escrivaninha, muito concentrada. Muito concentrada. Meu Deus, ela não estava nem ali. As imagens do monitor de televisão estavam embaçadas e eu conseguia identificar o quarto e a menina porque me eram muito familiares.
A data no calendário que estava preso na parede era quase ilegível. E num movimento da cortina, ela olhou pra trás. Pude ver em seus lábios algumas palavras sendo articuladas para o vazio. E logo depois um bocejo, uma coçada de olhos.
Fiz sinal de positivo com a cabeça. Se não fosse agora, talvez eu não tivesse outra oportunidade. Olhei para o medidor de força que coloria com sua luz, o cubículo onde eu estava. Verifiquei se a porta estava corretamente trancada e fechei os olhos.

Eu a assustei. Não esperaria outra reação de quem escuta o barulho de um corpo caindo no chão do seu quarto às duas da manhã. Meu corpo foi transportado trinta centímetros a cima do chão e, é claro, não consegui me equilibrar.
Por um momento ela só olhou abismada, e no seguinte escondeu a boca com a palma da mão. A outra mão soltou o lápis e pousou em cima do peito.
Tive medo de mover a boca numa angulação perigosa e provocar um ataque cardíaco na menina. Falar, naquele momento, a mataria de medo. Calmamente me levantei do chão, livrando-me da posição desconfortável sobre o braço, e mantive as mãos onde ela pudesse ver. Se bem que eu estava de luvas. Eu não poderia vestir nada que ela pudesse identificar, nenhum detalhe. Nenhum brinco, nenhum anel, cordão. Ela não poderia ver minha pele, meus pés, dedos, tatuagens. Nada. Por isso eu vestia blusas de manga, calça, luvas e meias do mesmo tom de cinza.
- Que... - Ela começou - Que tipo de brincadeira é essa?
- Não é brincadeira. - Respondi em tom de voz baixo.
A minha voz também não queria sair. Meu corpo queria começar a tremer, queria colocar a mão sobre o peito, mas tinha que me segurar.
- Eu estou dormindo? Isso é um sonho? - Perguntou apavorada.
- Eu preferia que estivesse. Mas a outra máquina está quebrada...
A expressão de dúvida só cresceu em seu rosto. O que EU ESTAVA PENSANDO? Por que falei aquilo da máquina?
- Você está com medo? - Perguntei a ela tentando dar um passo pra frente.
- Não. - Respondeu com os olhos cheios de lágrimas - Você está?
Ela se levantou do puff e veio até a minha frente.
- Eu estou.
- Por que você está aqui?
- Porque eu preciso te pedir para não parar de escrever.
Ela sorriu. Sorriu com os olhos densos, escuros, encantados. Com meus olhos, os olhos que eu tinha quando acreditava. Ela passou a mão no meu cabelo e desfez o coque.
- Eu nunca imaginei que fosse cortar algum dia.
- Você não sonharia com o que ainda vai acontecer com você.

 Meu tempo acabou e eu desapareci de sua frente, desapareci daquela dimensão. Não havia mais espaço para aquela forma de mim. Eu voltei ao passado e mudei tudo. Agora essa versão vai morrer, com certeza, em alguns segundos. E eu espero que a nova tenha um pouco mais de força para escrever... Porque sem escrever eu não tenho aqueles olhos, nem aquele sorriso, nem um pouquinho daquilo que um dia já fui.


domingo, 13 de dezembro de 2015

שלום

Eu tenho um apreço pelo que é sensillo, pelo que é exquisito, pelo que é raro. Eu não tenho bed, porque me lembra bad, mas tenho vários feelingsAntes do almoço mentalmente repito いただきます, e para pedir desculpas すみません. Nas histórias de contos de fadas, a que tem mais encanto é a princesa piu bella, e entre todos, o ragazzo é aquele - repare - mais vívido.
O que eu estou querendo dizer, lieber freund, não é nenhum discurso de analogias ou estrangeirismo, mas uma leitura de sentimento diante de palavras ou expressões. A felicidade está contida, para mim, na palavra FELIZ assim como saudade não existe em mim em outros idiomas. Eu amo português e amo também me sentir completa em hebraico, espanhol, inglês, japonês, italiano, alemão...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Na poesia vivem todos os meus sonhos

É nela em que vejo minhas palavras entaladas, as combinações que nem tento fazer, mas que mentalmente se desenham com perfeição.
É com ela que sinto maravilhas dentro do peito um pouco antes de perder o ar e perceber tudo de grande e belo no mundo. Então meus sentidos são levados e eu me sinto mais muda tanto boca quanto nos dedos.
Uma chuva cai tempestuosa e nutre o jardim que em mim vive tentando florescer.
É a prosa que me permite explicar, mas estão nas rimas e no ritmo minha inspiração.

Título da postagem

Eu não tenho nome nem movimento. Sou filha - por sorte - de todos eles.

Princesinha


Você era linda, mas já está na hora de ir embora. A beleza do seu sonho não pode ser meu caminho.

Chegou dezembro

Nesse dia eu fecho os olhos para ficar em silêncio e tentar imaginar um filme do ano que passou. Deus, como pode ser? Dezembro já chegou de novo... Preciso me apresentar de novo.
O mês sempre pareceu tão igual, tão trivial. Sempre o mesmo chester, a mesma árvore, a mesma sensação estranha de que o ano está acabando e eu não fiz nada com meu tempo.
Mas acontece que
Ah.
Já chega né, dezembro?
Chega de reflexões. Desculpe, é o hábito.