sábado, 28 de novembro de 2015

Literatura Brasileira I

Como ele mesmo diz: É impossível que tenha outro Eucanaã nessa faculdade. O que tiver com esse nome lá na xerox é meu.
No primeiro dia de aula eu vi no seu rosto a lembrança de um personagem de filme de aviões. Era um fugitivo... Se lembro-me bem o avião transportava presos e o que você me lembrava era um psicopata pedófilo. Mas, pelo amor de Deus, não se ofenda. Estou falando de características físicas. 
Você só conseguiu me assustar quando abriu a boca e começou a falar. 
Parece que você sabe tanto, professor, que a sua prova é impossível. Parece que nunca vou me sentir segura o suficiente para tirar uma nota a altura da aula que tive simplesmente porque não vou conseguir me expressar com clareza na medida certa para te atingir com o pensamento correto daquela questão.
Ainda assim, obrigada por me mostrar que estou no lugar certo, mesmo sem ter pronunciado uma frase para mim. Mesmo sem nem saber meu nome, mesmo sem me reconhecer no corredor. 
Eu o conheço, professor. Eu sei que quero dar aulas com um pouco de Eucanaã no sotaque. 

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