segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Cinematerno (a)

Agora eu não sei se é Cinematerna ou Cinematerno. O que importa é que isso serve para pais e mães com crianças de até dezoito meses. São sessões de cinema exclusivos para eles. Imagino que as diferenças entre as sessões comuns e essas são:


  • Volume mais baixo
  • Público compreensivo com barulhos e chorinhos (já que todos passam pela mesma coisa)
  • Ar condicionado também mais baixo
Acho que as vantagens são essas. Eu achei muito interessante. Se tivesse um bebê iria nessa sessão principalmente pela compreensão das outras pessoas se ele chorasse ou fizesse manha. 


Companheiro

Mais um sonho daqueles que tem praia e parece coisa de vida passada.
Se pudesse, eu começaria com uma letra grande, bonita, trabalhada, como em livros de contos de fadas <3

"No lugar de grama e árvores havia um escravo fugindo de uma fazenda com sua carroça. Em seus pensamentos frases desesperadas se repetiam:
- Eu não deveria ter saído da fazenda. E agora? Vou trabalhar com o que? Eu deveria ter pelo menos trazido o burro. E se eu for o burro?
Então ele puxava a grande carroça com mais vontade. Uma vontade que nunca existiu quando estava dentro do terreno do patrão porque, afinal, ele odiava seu trabalho.
As frases voltaram a se repetir quando uma moça jovem apareceu ao seu lado. Ela o observou e tentou ajudá-lo com algumas palavras:
- Está vendo aquela árvore? Bata forte com essa carroça nela, Vai quebrar e você vai conseguir ser livre.
- Mas e se eu for o burro? - Contestou o homem sem perceber que a frase fazia sentido apenas em sua mente.
Ele caminhou lentamente até a árvore com se não tivesse intenção nenhuma de quebrar seu instrumento.
"Coitado... Ele deve ter um tipo suave de síndrome de Estocolmo." Pensou Ela afastando-se dali em direção a uma praia deserta, pequena e com algumas formações rochosas.

Aguardou de pé repetindo mentalmente seu mantra:
- Logo Ele vai estar aqui... Logo Ele vai estar aqui.
Poucos segundos após sua chegada um homem alto surgiu na curva. Estava vestido elegantemente com um terno, gravata e sapatos engraxados. Assim que avistou a moça ficou parado, talvez perguntando-se se prosseguia ou não. Não parecia ter o menor prazer em tê-La avistado naquela praia, mas também não fazia cara de desgosto. Nem surpreso nem ansioso... Ele estava diante de alguém conhecido, nada além disso.
Ela fez sinal para o homem e disse:
- Logo Ele vai estar aqui.
Então, o Elegante permaneceu imóvel e atrás dele surgiu um rapaz idêntico a ele, mas dez anos mais novo. Exatamente como a Ela o conheceu. O rapaz estava sem camisa, de bermuda, descalço e com o cabelo grande. Quando deparou a imagem de si mesmo mais velho pôs-se confuso.
- O que está acontecendo?
Logo apareceu outra pessoa na praia. Uma mocinha também notoriamente igual a primeira com dez anos a menos.
Agora a soma resultava em quatro corpos ainda que houvesse, realmente, duas pessoas. Suas versões mais jovens eram apenas lembranças do que um dia foram, quando se conheceram. A moça estendeu o braço para si mesma mais jovem e se fundiu a ela numa nuvem de areia.
- Como conseguiu fazer isso? - Perguntou o Elegante.
- Porque eu sabia que vocês viriam.
Sua versão mais nova era mais expressiva e agora estava muito surpreso. Ficou parado e o vento foi carregando seus cabelos, transformando-os em poeira assim como todo seu corpo. E no final do processo, o Elegante ganhou um pequeno brilho nos olhos, como se tivesse recobrado a consciência ou lembrado de algo muito feliz.
Aproximou-se lentamente da moça e a abraçou. Não era sua versão mais nova tomando impulsos, era ele mesmo mais amadurecido, elegante e completamente despreocupado com a onda salgada em seus sapatos caros.
A imagem foi se afastando até se transformar numa foto."

Acordei.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Bienal do Livro

A bienal do livro está chegaaaaando de novo. Já começaram a colocar cartazes aqui por perto da minha casa, nos postes. A data está lá, bem clara: De 3 a 13 de setembro.
Eu fico na dúvida se vou no início para encontrar meus mangás ou se vou no finzinho para pegar as promoções. Gostaria de ir mais de uma vez @-@
Das últimas vezes fui com amigos e eles me ensinaram uma coisa muito importante: pechinchar.
Pedir desconto é tudo de bom. Eles nem sempre dão, mas quando dão é uma ótima surpresa!
A minha lista está ficando cada vez maior... E pensei em guardá-la bem aqui no blog.

Mangás
  • Samurai X (nova edição) #7, 8, 9 e 10
  • Cavaleiros do Zodíaco Lost Canvas # 22 e 25
  • Yugioh coleção completa (só se estiver num bom preço)
Livros 
  • Dom Casmurro
  • Gabriela
  • Clube da Luta
  • Eragon
  • Mistborn
  • A batalha do Apocalipse
  • Filhos do Éden
  • Trono de vidro
  • O nome do vento
  • Eu sou o mensageiro
  • Cisne
  • Príncipe dos Espinhos
  • As luzes de setembro
  • O palácio da meia noite
  • A tragédia de Macbeth
  • Hamlet
  • O vampiro Lestat
  • Rainha dos Condenados
  • A maldição do espelho
  • A mansão Hollow
E óbvio, aqueles livros de autores espanhóis da faculdade. Gabriel García Marques, Borges, Pablo Neruda etc.

Dança do Ventre

Esse projeto saiu do papel em fevereiro (amém). Não sou uma dançarina que se diga OOOH, mas eu estou me esforçando. A primeira apresentação será em outubro num lugar que comporta minimamente duzentas pessoas. Acho que a minha sorte é que dessa vez vou dançar com fogo (onde está a sorte mesmo?) e as luzes estarão um pouco apagadas para que a chama das velas fique bem aparente.
Se bem que em locais fechados (teatros) não pode usar fogo se verdade. Só umas velinhas de plástico com luz neon dentro. Tenho que ver como vai ficar isso... Fogo de verdade não tem comparação.
No geral a dança é legal, mexe tudo dentro da barriga, parece que meus órgãos estão mudando de lugar @-@
A única coisa que pega é o preço da roupa. Nunca imaginei que as dançarinas usassem cinco metros de saia na dança clássica. Porque na tribal isso é mais que comum.
Espera.
Vou explicar.
A dançarina do ventre que todos imaginam é aquele com sutiãzinho e saia comprida, não é? Pois é, ela é a clássica. Há outros estilos como:

  • Gótico: as roupas são pretas e os movimentos aparentam que a dançarina está "quebrada"e a música é o rock.

  • Folclore: os passos são em sua maioria com o pé inteiro no chão, não é necessário fazer meia-ponta como no Clássico. Roupas bem grandes e adornos no corpo todo. 

  • Tribal: Mais adornos ainda e as dançarinas iniciais desse estilo eram mais gordinhas e bastante tatuadas.
Essa é a diva da dança do ventre contemporânea Rachel Brice.

Possivelmente há mais estilos que eu ainda não conheça, sou iniciante no assunto. Mas além dos estilos há também os instrumentos. Já viu alguém dançando com uma cobra? É só um instrumento. Um instrumento que eu não faço tanta questão de usar hehe

Esses dias na aula da Nair (cujo nome artístico é Naiad e ela disse que logo eu vou querer um artístico também e ao que tudo indica vai ser Jade porque eu amo novela <3) eu pensei em criar uma dança com gatos. Não ia ficar bem mais lindo que com cobra?

Continuando. Os instrumentos... São eles:

  • Espada
  • Adaga (ou Punhal)
  • Bastão (ou Bengala)
  • Véu
  • Leque-véu 
  • Taça
  • Castiçal (aquele na cabeça)
  • Cobra
  • Véu duplo 
  • Asa

Alguns desses todo mundo conhece. Os "novos" são:

Leque-véu que é uma contribuição das dançarinas chinesas que aumentaram muito em quantidade e trouxeram esse instrumento.

Asa que é tamanho único (eu já vesti pra ver e fiquei com um medo danado de pisar ou me enrolar muito nela)


Caramba, como o post ta grande :D
Bem, é tudo muito lindo, muito glamuroso e o grande problema é o preço das roupas. Lindeza custa caro. A minha professora faz roupas, cada uma mais linda que a outra diga-se de passagem, e eu conversei com ela sobre pegar alguma emprestada ou se ela poderia alugar pra mim, mas foi tudo pelo ralo. 
Como sou muito baixinha tudo ficou largo onde deveria ficar um pouco mais próximo do corpo e cinco dedos mais longo que eu. Enfim, ela fará uma pra mim. Escolhi o mais simples: preto com renda. Eram os tecidos que ela já tinha em casa e por isso vai sair bem mais barato. 
Para conseguir juntar minha grana e investir nas próximas roupas eu pensei em fazer um acessório para a própria dança para vender para as outras alunas da Nair. 


  Não é lindo? Encontrei alguns tutoriais na internet. Um em grego e alguns americanos (e as moças costumam confeccionar essa peça com o propósito de enfeitar os pés na praia. Até que não é má ideia, sabe? Vou aproveitar algumas delas para levar pra dança).
  O preço seria algo entre 15 e 20 reais. Acho que da pra juntar dinheiro pra uma roupa legal se vender razoavelmente... Eu gosto de preto, mas a próxima roupa vai ser branca ou azul *-*



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tudo novo de novo

"O passarinho me contou" é uma iniciativa privada, saudosista, secreta e intransponível. Seja bem vinda de volta, senhora Eu.
É um prazer saber que você voltou.