terça-feira, 25 de abril de 2017

Arrepiada até a espinha

Existe um nível de tremedeira desconhecida até o momento que eu já não sei se é sexual, meu Deus, se houvesse um vibrador nessa frequência o mundo seria um lugar melhor. Mas se for religioso, credo em cruz, me exorcizem.
Eu não reconheci a sua voz. Você. Eu pedi a Deus ontem e você me liga hoje.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O cara da estatua de perto da UERJ


Querido Deus,

Eu nunca te escrevi uma carta, mas essa é pra você.
Eu tenho sido o mais compreensiva, o mais amável e proativa que nos últimos anos, então, por favor, por favor, me faça parar de sofrer pelo que não vale a pena. Eu não aguento mais me questionar e remoer uma culpa que eu não tenho por algo que nem cometi.
Meu Deus, eu me rendo, eu me rendo ao seu poder e a sua grandeza. Só me faça esquecer. Eu tenho tirado força das coisas pequenas, da simplicidade, mas isso não ameniza a ansiedade e as minhas noites cheias de pesadelos. Eu não aguento mais o fardo dessa lembrança. Meu coração dói, eu não quero nada, nem o que foi bom. Eu não quero lições, nem memórias, nem esse nome assombrado. Por que você me permitiu amar nessa intensidade? Eu não quero ódio a minha volta, não quero ser uma pessoa rancorosa e orgulhosa, por isso te suplico, me faça esquecer tudo.
Olhe por mim. Estou aprendendo, mas não tem sido nada fácil. Meu Deus, eu não quero me lembrar, por favor, tire da minha mente esse mal. Faça de mim alguém melhor sem que eu precise olhar para trás e ver essa cicatriz purulenta que lateja.

domingo, 23 de abril de 2017

2010

Quando as pessoas me perguntam e eu digo que voltei a escrever, penso no Sávio, no Demetrius e nas horas que dediquei escrevendo centenas de páginas dando voltas, mil voltas, para mostrar o que eu entendia por amor.
Ah, meninos, meus meninos queridos, que saudade que tenho de vocês. Vejo próximo o dia do nosso reencontro. Minha escrita mudou, vocês podem perceber, está mais curta, objetiva. Não digo mais dramática, porque isso não é algo que muda por gradação, mas, bem, nada como aquele efeito "soco no estômago" de fim de linha.

Essa coisa chamada descoberta

Cinco anos se passaram e eu continuo ouvindo as mesmas músicas quando quero pensar que estou fazendo uma viagem de carro. No fim, tudo se resume a músicas de viagens, redescobrimento, repetição, percepção e detalhes.
Amei minha lista canceriana no Spotify e "City and Colour" voltou pra me mostrar como esses dias de chuva e frio fazem mais sentido quando você aceita que tem um coração sensível.




sexta-feira, 21 de abril de 2017

Delicado

Apesar de haver mil coisas presentes para se preocupar, Ana se perdeu por um momento num devaneio de lembrança passada, daquele tipo que vem sem contexto, uma vez só e se não der atenção vai embora.
Havia um carro, uma estrada comprida que dava num túnel.Estava no banco da frente, cantando, olhando para a janela. De repente uma mão lhe toca a perna. Ele tirou a mão da marcha para ir de encontro a sua perna.
Sentiu o rosto esquentar, acariciou aquela mão. Foi rápido, sincero e verdadeiro. Corriqueiro demais para que as pessoas normais percebam, se importem, ou recordem.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O meu mantra

O tempo de paz e prosperidade vive naqueles que dão o primeiro passo para o auto conhecimento. Colecionar todos aqueles sentimentos em camisetas de ano novo, pulseiras, tatuagens, nada significam se você não para e olha para dentro de si e, quando se sente pronto, se põe no lugar do outro. Meu espírito se eleva em solidariedade à Gizelli e o que está sentindo por sua perda, espero do fundo do coração que a dor passe e ela consiga encontrar sua paz novamente.